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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Teste de browsers para Linux

Desde que escrevi meu primeiro teste de browsers para linux, muitas atualizações aconteceram. Os três principais browsers lançaram novas versões e mantiveram a briga pela posição de melhor browser bastante disputada. Para atualizar os números, refiz os testes na última versão dos três principais browsers do cenário Linux: Firefox 7, Chromium 14 e Opera 11. Os novos resultados não serão comparados aos resultados obtidos no teste anterior por dois motivos principais. Primeiro, não há razão para que alguém permaneça na versão antiga dos programas. Segundo, porque deixei o Ubuntu de lado e passei a utilizar o Fedora, o que pode influenciar os resultados.
Os testes foram executados uma única vez em cada browser, sendo o mesmo encerrado antes de um novo teste. Abaixo os resultados dos testes e links para as páginas de cada teste. Você pode executá-los em sua máquina e as diferenças relativas devem se manter.
Os testes

O Acid3 é um teste básico que verifica a compatibilidade do browser com elementos básicos da web, como DOM e javascript. Os três alcançacaram total compatibilidade.
The HTML5 Test

O principal teste de compatibilidade com a especificação HTML5 indicou que os browsers ainda têm muito o que melhorar. Nenhum deles alcançou a pontuação máxima de 400 pontos. O Firefox foi o único que ultrapassou os 300 pontos, mostrando vantagem também nesse teste. Ponto positivo para a raposa, que na versão anterior havia alcançado menos da metade desse valor. Opera e Chromium decepcionaram, ficando abaixo dos 290 pontos.

O teste de "navegação psicodélica" está disponível em um site ligado ao Internet Explorer. Foi incluído com a intenção de adicionar uma versão externa e totalmente diferente de testes. O Chromium foi bem, batendo os 70 FPS (quadros por segundo). Já a execução no Firefox travou e o teste não foi concluído.

Performance em Javascript foi o quesito testado pelo SunSpider. Este medidor executa rotinas em Javascript e verifica o tempo decorrido em cada browser. Vitória do Firefox, novamente demonstrando o quanto a versão 7 é melhor que as anteriores.

O V8 é outro teste de performance Javascript. Criado por uma equipe da Google para testar o Chromium, o que talvez explique a vantagem do mesmo nos testes. O Firefox também não fez feio, deixando o Opera para trás.


O teste de aceleração de hardware verifica a capacidade do browser de explorar a placa de vídeo para executar os sites. O Firefox apresentou desempenho muito superior, demonstrando maturidade na utilização do chip gráfico.


O Peacekeeper é o teste estreante, já que eu nunca havia o executado antes. Executa diversos testes de performance e compatibilidade e por isso foi o mais demorado e o mais pesado para ser executado. Consumiu tempo considerável do processador e mesmo assim demorou vários minutos para ser executado em cada browser. Ponto para o Chromium, que apresentou a melhor pontuação. O Opera foi muito bem, ultrapassando a marca dos 1500 pontos e deixando o Firefox bem para trás. Mas nenhum dos browsers conseguiu executar o teste por completo. O vencedor Chromium executou apenas 1 dos 6 testes de HTML5. O vice Opera executou 4, enquanto o Firefox foi o que chegou mais perto do total, com 5 de 6.


Estes testes teóricos indicam que os aplicativos ainda tem muito o que evoluir, especialmente no suporte ao HTML5. Deixando a precisão dos testes teóricos de lado, resolvi utilizar por algumas horas cada navegador. Os resultados indicam que o cenário dos navegadores linux pode estar mudando.
Opera
O browser mais completo dentre os testados acabou mostrando fraqueza na principal característica testada, a navegação. O grande consumo de memória e o fraco desempenho nos testes teóricos (o navegador não foi o vencedor em nenhum teste) indicam que o Opera ainda precisa melhorar sua versão linux.
Chromium
O browser da Google apresentou bom desempenho nos testes teóricos e práticos. Agilidade no carregamento e resposta rápida na abertura de páginas foram os pontos fortes. Algumas páginas, porém, apresentaram problemas de carregamento ou execução de scripts, o que pode indicar incompatibilidade com certas aplicações. Nos testes teóricos, o Chromium mostrou que a versão linux estagnou e foi ultrapassada por seu adversário direto. No confronto com o Firefox, o browser da Google empatou na quantidade de testes vencidos, porém perdeu com grande distância nos testes de performance e compatibilidade com HTML5. Espero que as novas versões tragam melhorias nesse quesito.
Firefox
O browser da raposa de fogo apresentou desempenho surpreendente. A sequência impressionante de lançamentos de novas versões trouxe um navegador renovado externa e internamente. Performance e compatibilidade foram os pontos fortes desse browser, que passou a ser o padrão em meu computador.

E você? Qual seu navegador preferido? Um dos três? Nenhum deles?

Nas próximas semanas volto com atualizações do teste. Prometo desde já uma atualização com testes do Firefox 8, assim que a versão estiver disponível nos repositórios do Fedora.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Teste de browsers Ubuntu

Continuando os meus posts sobre Linux, especialmente sobre o Ubuntu, hoje é dia de testar um dos tipos de aplicativos que mais ganhou importância nos últimos tempos, os browsers. Seguindo os moldes do teste feito pelo OVelho com browsers para Windows, resolvi comparar através de medidores (benchmarks) a performance de alguns browsers disponíveis para o Ubuntu. Para isso, instalei os três principais aplicativos desse tipo disponíveis para Linux, em suas últimas versões estáveis. São eles o Firefox (3.6.13), o Chromium (10.10) e o Opera (10.62). Para dar uma apimentada nos testes, adicionei dois browsers menos conhecidos existentes nos repositórios do Ubuntu. São eles o SeaMonkey (2.0.11) e o Midori (0.2.4).
A intenção dos testes é apresentar um conjunto de dados comparativos. Por isso, os valores não devem ser considerados em números absolutos, apenas o comparativo entre os softwares deve ser considerado.
Cada teste foi efetuado uma única e sumária vez em cada um dos navegadores (vamos, eu não tenho todo tempo do mundo) e o resultado anotado e graficado. Junto a cada teste há um link para o teste, que pode ser repetido em qualquer navegador por qualquer um.
Sem mais delongas, vamos aos testes.
O ACID3 é um teste de consistência básica do browser. Verifica a compatibilidade com algumas das principais rotinas existentes em páginas. Feio para o Firefox que não conseguiu compatibilidade completa.

Hardware acceleration
A aceleração por hardware (leia-se placa de vídeo) é uma das grandes apostas para melhorar a performance das próximas gerações dos navegadores. A geração atual já aproveita discretamente essas funcionalidades. A performance do SeaMonkey surpreendeu e o Firefox não fez feio. O Midore apresentou FPS zero, provavelmente por não conter aceleração alguma via hardware.

The HTML5 Test
A especificação do HTML5 já está rolando na internet, mas parece que a atual geração de browsers não está preparada pra ela, já que nenhum browser conseguiu os 300 pontos do teste. Ótimo desempenho do Chromium que parece um browser bastante atualizado. O desempenho do Midori surpreendeu e a do Firefox decepcionou.

Psychedelic Browsing
O teste de "navegação pscicodélica" é disponibilizado pela Microsoft. Surpresa a performance imensamente superior do Firefox, que deixou todos os outros comendo poeira. O SeaMonkey apresentou erro na execução do teste, daí a pontuação zero.

Sputnik
O Sputnik é um teste disponibilizado pela equipe da Google que verifica a capacidade do browser de executar as diversas instruções JavaScript existentes. Novamente, o Firefox decepcionou. Minha aposta seria de que o Chromium se sairia melhor nesse teste, mas o Opera surpreendeu e foi o melhor.

O SunSpider é outro teste de JavaScript bastante completo. Para este comparativo, foi considerado apenas o tempo de execução do teste, ou seja a performance na execução. Surpresa o Midore conseguir tempo próximo dos navegadore Chromium e Opera.
O V8 é um teste usado pela equipe do Chromium para verificar a aderência da sua engine de JavaScript com algumas instruções, daí a vantagem do Chromium no teste. O SeaMonkey não foi capaz de concluir o teste, daí a pontuação zero.

Dados os fatos, prefiro não opinar por preferência por um ou outro browser. Nos próximos dias volto com novos testes ou artigos.